TEDxSP
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São Paulo, Brasil
4 de Fevereiro de 2012
Rannieri Oliveira é Pianista e reúne influências do folclore brasileiro nordestino e de ícones da música que o inspiraram ao longo de sua carreira, como Nana Vasconcellos, Luiz Gonzaga, Heitor Villa Lobos e Jackson do Pandeiro. Melodias incidentais e polirritmias, unidas a vozes e efeitos, descrevem a marca que imprime sua obra. Foi com essa mescla de ritmos e sons brasileiros que Rannieri Oliveira se consagrou em grandes festivais de jazz como em Tubingen , na Alemanha, Festival Latino Americano, em Milão, no Montreux Jazz Festival, na Suíça e, em turnês anuais na Espanha, França, Aústria e Portugal.

Entre optar pela música ou pela direção de comerciais, Jarbas Agnelli ficou com as duas. Em seu AD Studio, designers e animadores trabalham lado a lado com os músicos, bolando a ideia dos filmes ao mesmo tempo que a trilha sonora é criada. A ideia de trabalhar com publicidade veio do pai, Laerte Agnelli, respeitado diretor de arte, que na adolescência de Jarbas dava verdadeiras aulas sobre o tema ao filho. Jarbas trabalhou em grandes agências, como a DPZ e a W/Brasil, nesta última por 13 anos. Ao mesmo tempo, tinha a música como hobby: sua banda, a Avenida Paulista, chegou a emplacar nas rádios o hit Londres Não É Tão Longe. Em 2002, Jarbas criou o AD Studio, uma produtora que une a música com a direção de arte. Foi premiado em Cannes em 2000, 2001 e 2005 e foi o único brasileiro a receber o Grand Clio, o mais prestigiado prêmio da propaganda americana.
Thalma de Freitas herdou o talento musical do pai, o arranjador, compositor e pianista e maestro Laércio de Freitas. Por causa dele, é conhecida como “a filha do maestro”. A carreira artística de Thalma começou em 1992, com um papel no musical Noturno, da Cia dos Menestréis. Nos anos seguintes, participou de outros musicais, como Hair e Nas Raias da Loucura. Trabalhou como atriz em novelas como Laços de Família e Kubanacan e em filmes como O Xangô de Baker Street e Filhas do Vento, pelo qual ganhou um Kikito de melhor atriz coadjuvante no festival de Gramado. Mas, mesmo atuando, nunca deixou de lado a carreira musical, e fez backing vocal para Zé Ricardo e Sandra de Sá. Em 2004, Thalma lançou o segundo CD solo, com canções clássicas como Doce de Coco, de Jacob do Bandolim, e contemporâneas, como Tranquilo, de Kassin. É uma das crooners da Orquestra Imperial. No TEDxSP ela traz seu novo projeto Amor Imenso, junto a Iara Rennó, Anelis Assumpção, Luz Marina; Flavia Maia, Tatiana Parra, Dani Gurgel e Patrícia Ribeiro.

Fabio Colletti Barbosa paulistano acredita que é possível fazer negócios e ao mesmo tempo cuidar das pessoas e do meio ambiente. Presidente do grupo Santander Brasil, começou a implantar sua estratégia de sustentabilidade nos negócios no ano 2 000, no Banco Real, que hoje faz parte do grupo. São ações como linhas de crédito para empresas que querem se adequar aos padrões ambientais e a retirada de companhias que prejudicam o ambiente de sua lista de clientes. O plano virou objeto de estudo em Harvard e rendeu ao Real diversos prêmios na área de sustentabilidade. Como presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fabio leva o conceito de empresa socialmente responsável para além do grupo que preside, influenciando todo o mercado de forma positiva. Um de seus lemas é o ganha-ganha-ganha, ou “dar certo, fazendo a coisa certa, do jeito certo”.

Francisca Simões Cavalcanti é Engenheira Agrônoma, pós-graduada em Fitotecnia pela Universidade Federal do Ceará, fundadora do Horto de Plantas Medicinais da UFC. Esteve a frente da curadoria do Herbário Prisco Bezerra-EAC da UFC por 17 anos, onde realizou expedições de coletas botânicas pelo nordeste. Sua maior missão é trazer informações comprovadas cientificamente sobre a ação farmacológica das plantas medicinais.

Danilo Mendes é Publicitário e abandonou o universo das grandes empresas para participar da fundação de uma start-up em um segmento cada vez mais crucial para o mundo: a água. Em seu trabalho na Brahma e na Tetrapak e, posteriormente, no mercado de tecnologia, na Nokia, na Siemens e na LG, Danilo foi se especializando na área de marketing e vendas, desde a concepção do produto até o canal com o consumidor. Em 2007, ele decidiu aplicar esses conhecimentos em uma nova empresa, que fundou com quatro sócios: a HNF Water, que produz soluções inovadoras em água. Formado em propaganda e marketing pela ESPM, Danilo fez pós-graduação em administração pela FGV e MBA em marketing pela USP. No tempo livre, gosta de fotografar, um hobby que exercitou durante a faculdade, quando foi assistente de fotografia e de direção em filmes publicitários.

Samara Werner abandonou a carreira de desenvolvedora de sistemas em uma grande empresa para atuar na área de educação. Hoje, é Diretora de Projetos do Oi Futuro, instituto que investe na tecnologia da informação e na comunicação como forma de promover o desenvolvimento das pessoas. Formada em engenharia eletrônica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e com pós-graduação em engenharia de software na PUC-RJ, Samara coordena empreendimentos como o Núcleo Avançado em Educação (Nave), programa que desenvolve soluções educativas inovadoras por meio de games e programação multimídia, o Novos Brasis, que patrocina organizações não governamentais, e o Tonomundo, projeto de inclusão digital em escolas públicas. Desenvolvido em parceria com a UFRJ, o Tonomundo já recebeu mais de dez prêmios e hoje beneficia cerca de 500 escolas e 400 mil alunos.

João Paulo Cavalcanti é Publicitário e está sempre de olho no que está acontecendo de novo no mundo. Fundada com outros sócios, sua agência, a BOX1824, é uma das principais empresas de pesquisa de mercado e tendências de comportamento de consumo da América Latina. A BOX usa técnicas novas para detectar o que as pessoas pensam e desejam, especialmente nos mercados emergentes do BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China. Espalhados pelo planeta, seus pesquisadores saem a campo para descobrir as novidades e contá-las para os clientes, entre os quais estão Nike, Pepsi, Nokia e Itaú. Em 2006, João Paulo e seus sócios fundaram a LiveAD, empresa de inovação em comunicação. A LiveAD ganhou, no ano passado, um Leão de Ouro no festival de Cannes, pelo projeto colaborativo Mil Casmurros, em que os participantes gravam e colocam na internet trechos da obra de Machado de Assis.

Anisio Campos é uma lenda viva do automobilismo brasileiro. Ex-piloto, ele tem 60 anos de experiência no design e construção de carros. Seus desenhos trazem uma forte marca pessoal, se diferenciando do que existe no mercado de massa. Anisio foi responsável por projetos ousados, como o primeiro bugue nacional, fabricado pela Kadron, o Puma DKW, o carro de corrida Hollywood Berta, e o Carcará, recordista brasileiro de velocidade em linha reta. Entre os projetos mais recentes, estão os modelos 828 e 012, desenvolvidos para a Obvio!, empresa brasileira de compactos para três pessoas. Por falta de um fornecedor de motores, os modelos ainda não entraram em produção, mas foram aclamados em sete exposições nos Estados Unidos desde 2006. A Obvio! foi comprada pela Vrooom, integradora brasileira de carros elétricos de alta performance, para a qual Anisio desenha.

Vitor Araújo é Pianista aos 20 anos e uma das maiores promessas da música erudita do país. Mas ele não se contenta com o rótulo. Prefere misturar em suas interpretações elementos de música popular, jazz, rock e até forró. Para ele, o importante é quebrar o preconceito de que música erudita é difícil. Desde que descobriu o piano, aos 9 anos, Vitor treina incansavelmente. Toca como profissional desde os 16. TOC – Ao Vivo no Teatro de Santa Isabel, seu primeiro CD/DVD, saiu pela Deckdisc em 2008, e traz arranjos seus para canções como Dança do Índio Branco, de Villa-Lobos, Paranoid Android, do Radiohead, e Asa Branca, de Luiz Gonzaga. Vitor já se apresentou em festivais como o Abril Pro Rock, de Recife, e a Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO). Por cerca de dois anos, o pianista integrou o projeto Seu Chico, que reúne artistas para tocar canções de Chico Buarque.

Valério Paz Dornelles inventou uma nova forma de levantar paredes – e sua inspiração foi o filho de 7 anos brincando com Lego. Criado em 2000, o novo sistema de construção era baseado em tijolos de tamanhos diferentes, que podem ser encaixados da mesma forma que as peças do brinquedo. Isso reduz o tempo de levantamento de paredes pela metade e evita o desperdício de materiais. Além dos blocos cerâmicos,a empresa fornece todos os equipamentos, os projetos e os funcionários para execução dos serviços. Em 2008, o método foi incluído entre as 101 maiores inovações brasileiras pela consultoria Monitor Group. Além disso, a Tecno Logys foi a primeira empresa de construção no mundo a ingressar no Instituto Endeavor, que fomenta o empreendedorismo.

Maria Alice Setubal é Socióloga, mestre em ciências políticas pela USP e doutora em psicologia da educação pela PUC-SP. Atualmente, se divide entre a diretoria do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) e a Fundação Tide Setubal. Filha de um dos banqueiros mais poderosos do país, Olavo Setubal, preferiu dedicar-se em tempo integral à educação, encarando a dura realidade de um trabalho que caminha como uma urgente demanda da desigualdade social. Sem cair no assistencialismo, procura colocar a comunidade à frente da busca por soluções.

Sandro José de Souza é Biólogo, graduado pela Universidade Federal do Paraná (1989) e Doutor em Bioquímica pela Universidade de São Paulo (1993). De 1995 a 1998, foi Pew Latin American Fellow na Universidade de Harvard. Atualmente é membro associado do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer. Na área de Genética, trabalha com ênfase em Bioinformática e Genômica, atuando principalmente nos seguintes temas: câncer e evolução molecular.

Roberta Faria é Jornalista, co-fundadora da Editora MOL, que desenvolve soluções customizadas de comunicação por conteúdo, produzindo jornalismo e design para atender a estratégias e necessidades de informação e entretenimento de seu público. Com a revista Sorria, lançada em 2008, inaugurou um modelo de negócio que contraria as regras do mercado e os modelos editoriais.

Antônio Veiga é mestre em Psicologia Clínica, pela PUCRS. Atualmente, é Diretor do Instituto de Psicologia Clinica e Pesquisa no Desenvolvimento Humano e Professor de Pós-Graduação. O ensino tem como foco seu método de terapia de revivência transpessoal (TRT), a partir de uma técnica, também própria, de regressão de memória. Seu estudo envolve um levantamento minucioso das possibilidades psíquicas (mentais, emocionais, intuitivas e somato-sensoriais) do ser humano através de diferentes estados ou graus de consciência. Já nos momentos de folga, prefere escrever crônicas e dedicar-se à sua coleção de minerais.

Adozinda Kuhlmann, ou Dona Adozinda, como é conhecida, traz 75 anos de experiência como educadora. Aos 92 anos, ainda leciona, dando aulas de reforço e trabalhando com a alfabetização de pessoas com deficiência física e mental. Seguindo as lições de seu pai, faz tudo com o máximo de dedicação, persistência e entusiasmo. Também escreve poesias e letras de musica, sendo que duas foram feitas especialmente para os cantores Zeca Pagodinho e Roberto Carlos. Todos os anos, durante seu aniversário, mais de 300 pessoas passam por sua casa, localizada no bairro de Santo Amaro, em São Paulo. “Eu apago a velinha diversas vezes, desde às sete horas da manhã”, conta.

Osvaldo Stella é Engenheiro Mecânico, Doutor em Ecologia e atua como Coordenador de Projetos do Programa de Mudanças Climáticas do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Ambientalista atuante, acumula diversos projetos de pesquisa com foco em Planejamento Energético e Mudanças Climáticas. Entre eles, um Projeto Piloto na Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri (SP), que estuda a geração de energia elétrica a partir de biogás de tratamento de esgoto. Stella ainda participou da implementação de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) Florestal, que envolvem, por exemplo, a redução da emissão de gás carbônico, em programas como o Iniciativa Verde e o Carbon Free. Ambientalista atuante, também é um dos autores de “Energia no Brasil: Para que? Para quem? Crise e Alternativas para um pais sustentável”, publicado pela Editora Livraria da Física.

Denis Russo Burgierman é Jornalista. Trabalhou como Diretor de Redação da revista Superinteressante e esteve à frente de projetos especiais da Editora Abril. Assinou matérias polêmicas, que apresentavam temas como a homossexualiadade com base na vasta diversidade de comportamentos sexuais entre os bichos. Em 2008, partiu para a Califórnia, buscando entender melhor o mundo. Lá, participou durante um ano do Knight Fellowship, um dos mais disputados programas para jornalistas, oferecido pela Universidade de Stanford. Acostumado com a prisão dos prazos, falta de recursos e espaço da imprensa brasileira, Burgierman também aproveitou a liberdade de Stanford para experimentar, entre outras coisas, seu lado aventureiro de carteirinha. Durante as férias, pedalou mais de 600 km com sua esposa até Los Angeles, descobrindo o prazer de uma cerveja após um dia inteiro economizando água e das pedaladas entre plantações e praias. Apesar de ser “do impresso”, como costuma dizer, herdou do convívio com os cibernéticos do Vale do Silício mais do que a mania de dominar o mundo. Hoje é Diretor de Conteúdo da WebCitizen, empresa que propõe estimular o engajamento cívico e aproximar cidadãos entre si e de seus governos por meio da cultura digital.

Carlos Buby é Babalorixá, nascido em berço católico, no interior de Alagoas. Aos sete anos, migrou com sua família para São Paulo. Desde jovem, despertou para a música e em 1967 ganhou o primeiro e terceiro lugar do I Festival Colegial da Música Popular Brasileira, com duas músicas que foram em seguida censuradas pelo regime de exceção. O fato causou uma tremenda frustração que levou Carlos Buby a ingressar na Umbanda em busca de respostas existenciais e de espiritualidade. Finalmente, abdicou de sua carreira musical e de contratos promissores com grandes gravadoras, para dedicar sua vida a seguir os conselhos do seu guia, Caboclo Guaracy. Profundo pesquisador dos fenômenos naturais, Carlos Buby fundou o Templo Guaracy em 1973 e desde então dirige os 14 templos existentes no Brasil, na Europa (Portugal, França, Áustria, Suíça, Belgica) e na América do Norte (Califórnia, Nova Iorque, Washington e Canadá). Ao longo desses anos, ele desenvolveu um elaborado modelo cosmogónico baseado na tradição afro-brasileira, que traz luz na compreensão da dinámica da Vida na Terra. Recentemente consolidou os principios que deram origem a Filosofia Guaracyana, usando uma abordagem humanista, universal, apolítica e não-religiosa.

Eduardo Moreira é Filósofo, graduado pela UFMG, Ator, Diretor e Fundador do grupo Galpão de teatro, sediado em Belo Horizonte. O Galpão é um dos grupos mais conhecidos do Brasil, principalmente por sua pesquisa de teatro de rua e de linguagens populares. Apresentando seus espetáculos em praças e locais alternativos de mais de 300 cidades de todo o Brasil e de 19 países das Américas Latina e do Norte e da Europa, o Galpão já fez mais de 2000 apresentações. Seu trabalho é um importante fator de popularização do teatro, atingindo públicos das mais distintas idades e classes sociais, e criando com suas performances verdadeiros eventos de cidadania por onde passa. Além do Galpão, Eduardo Moreira dirigiu espetáculos no Galpão cine Horto, espaço cultural em Belo Horizonte, que é um braço do próprio grupo e divulgador de sua pedagogia teatral e parcerias em direção de montagens de espetáculos com grupos como o “Dell Arte”de Blue Lake, na Califórnia(EUA), “Clowns de Shakespeare”de Natal (RN) e “teatro da cidade”de São José dos Campos(SP).

Casey Caplowe é Co-Fundador da Good Magazine, revista com conteúdo voltado a pessoas que querem viver bem e fazer o bem. Em 2006, o titulo foi considerado um dos lançamentos mais “quentes” do ano por Samir Husni, mais conhecido como Mr. Magazine, um dos maiores peritos em revistas do mundo. Além da versão impressa, a Good esta presente na internet, com conteúdo multiplataforma, sempre com a missão de impulsionar a mudança do mundo. Do design gráfico à assinatura, a publicação se destaca por apresentar uma nova perspectiva de informação. Com o “Choose Good”, por exemplo, é possível escolher qual Organização Sem Fins Lucrativos será beneficiada com a assinatura e qual o valor da doação. Aos 28 anos, o geminiano Caplowe conseguiu formar, a partir da GOOD, uma comunidade de pessoas e instituições que tem em suas ideias o compromisso de melhorar o mundo

Luiz Algarra é Designer de Redes Sociais e Consultor Organizacional. Sempre atuou como pioneiro em comunicação, rádio, TV e Internet. Quando a discussão em destaque era a Constituinte, articulou, montou, colocou no ar e divulgou na imprensa a TV LIVRE-CANAL Sorocaba: a primeira emissora clandestina de grande abrangência no Brasil. Atualmente, é membro-fundador da Papagallis, uma rede de pessoas que trabalha para que as pessoas encontrem a partir de suas individualidades, fluxos de ação harmônicos, ainda que não haja consenso entre ideias e opiniões. Seu olhar inovador, aplicado à Internet rendeu trabalhos como o desenvolvimento da TV Escola Digital Interativa, para o Ministério da Educação e UNESCO e a rede de sustentabilidade e educação da Vivo. Certificado por Humberto Maturana e Ximena Dávila, propaga no Brasil o Instituto Matriztico através da Biologia Cultural, como um novo olhar sobre o viver e habitar o humano.

Ronaldo Lemos é Diretor de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas e do Creative Commons Brasil. Mineiro, de Araguari, é o único latino-americano entre os nove integrantes da cúpula do Creative Commons. Entre seus livros publicados, estão “Direito, Tecnologia e Cultura”, além do “Tecnobrega: O Pará Reinventando o Negócio da Música”. Nele, apresenta uma análise da industria fonográfica, a partir da reinvenção na Amazônia Digital, onde músicas saem direto da periferia para festas gigantescas, independente das grandes gravadoras. Estudante de escola pública até os 16 anos, hoje é um dos professores convidados do Centre for Brazilian Studies, em Oxford. Além disso, foi curador do TIM Festival, entre 2005 e 2008 e assina uma coluna seminal para a Folha de São Paulo e, mensal, para a Revista Trip.

Paulo Saldiva é um Cientista militante que pesquisa os impactos da poluição urbana na saúde dos cidadãos. Saldiva é chefe do serviço de patologia do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do Instituto Nacional de Análise Integrada de Risco Ambiental do CNPq. Desloca-se para o trabalho de bicicleta atravessando as principais veias da cidade de São Paulo, pois acredita que assim economiza tempo e ganha saúde. Não é a toa: os dados levantados em suas pesquisas revelam que dentro do carro o paulistano respira 4 vezes o nível de poluição aceito pela OMS, e que cresce o número de óbitos por doenças cardiovasculares sempre que ocorre greve no transporte público.

Regina Casé nasceu num dia de Carnaval, no bairro de Botafogo. Fez faculdade de comunicação, filosofia e história – mas não concluiu nenhuma. Preferiu seguir carreira de atriz. Fundou o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone nos anos 70, ganhou o prêmio Molière aos 23 anos com a peça Trate-me Leão. Entre seus sucessos como atriz destaca-se a estréia de TV Pirata, em 1988, que revolucionou o humor na tv brasileira. Tinha ao seu lado, entre outros, Guel Arraes, Luís Fernando Veríssimo e os integrantes do Casseta e Planeta. Em 1989, conheceu o pesquisador Hermano Vianna. Foi o início de uma virada na carreira. Juntos, ele criaram um grupo de estudos e parcerias profissionais que fizeram Regina mudar o foco do seu trabalho – da arte para a antropologia. E foi daí que nasceu a nova fase produtiva: Brasil Legal, Muvuca, Central da Periferia.

Flavio Deslandes é um Designer carioca radicado na Dinamarca desde 2000, Flávio Deslandes já criou mais de dez tipos de bicicleta com bambu nativo do Brasil colhido a dedo e talhado a mão. Ao longo de anos, Flávio desenvolveu máquinas, ferramentas e processos especiais para trabalhar com bambu. Um dos modelos de bicicleta que desenhou possui quadro, canote, guidão e até paralamas em bambu. Quando a bike criada para a Biomega, em parceria com o reconhecido designer inglês Ross Lovegrove, passou por um teste de segurança em Taiwan, suportou 50% a mais da carga que já seria suficiente para sua aprovação. Foi a máquina que não aguentou – algumas de suas peças quebraram. O bambu ainda tem vantagens ambientais: é parente da grama e leva apenas cerca de três anos para atingir seis metros de altura. Quando se corta uma árvore, é preciso fazer o replantio. Já o bambu, simplesmente cresce de novo.

Guti Fraga é Jornalista, Ator e Idealizador do projeto Nós do Morro. Guti trabalhava como ator e diretor de cena, quando, em 1986, decidiu montar um grupo de teatro com jovens moradores da favela do Vidigal. Começou dando aula para uns poucos alunos num centro comunitário comandado por um padre austríaco-alemão e hoje mantém uma companhia teatral e um teatro de 50 lugares, além dos cursos de formação em artes cênicas (atores e técnicos) e cinema (roteiristas, diretores e técnicos). Não existe hoje um filme brasileiro ou uma novela na TV que não tenha atores que passaram pelo Nós do Morro, como Jonathan Haagensen, um dos 35 alunos do projeto que participaram do filme Cidade de Deus (2002). Mas não é a visibilidade que impulsiona Guti Fraga, mas sim o desejo de construir uma iniciativa coletiva e multiplicadora, e, acima de tudo, o sonho de atingir outros sonhadores.

Fernanda Viégas é Pesquisadora e Designer Computacional. Especializou-se em transformar informações e estatísticas em gráficos super visuais. Representante de uma disciplina apelidada de data visualization (visualização de dados), um de seus projetos mais importantes foi o desenvolvimento do site Many Eyes. Nele, além de acessar e comentar gráficos que apresentam de forma visual estatísticas tão distintas quanto o índice de desemprego americano por estado e o número de seguidores no Twitter, qualquer pessoa pode criar seus próprios gráficos usando os data sets disponíveis. A filosofia por trás do sistema – criado dentro da IBM e usado pelo jornal The New York Times -, é fomentar o debate público em torno dos mais diversos dados. A crença é que quanto mais os dados são visuais, mais as informações são percebidas e, logo, discutidas.

Silvio Meira é um dos maiores Pesquisadores de Engenharia de Software no Brasil, é Cientista-chefe do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), instituto de inovação privado e sem fins lucrativos que atua na área de tecnologia da informação e comunicação com duas frentes: desenvolvimento de produtos (em áreas como TV Digital, mobilidade, aplicações de web, open source e inteligência artificial) e incubação de empresas (já criou mais de trinta novas empresas de TI). O C.E.S.A.R ganhou o prêmio FINEP de mais inovadora instituição de pesquisa do Brasil, foi eleito como exemplo de criação de negócios pelo World Economic Fórum e teve uma menção honrosa no Stockholm Challenge, premiação que reúne os melhores projetos de TI do mundo. Silvio é também um dos maiores articuladores do Porto Digital, iniciativa do governo do estado do Pernambuco que reúne mais de 100 empresas ligadas à TI (incluindo o C.E.S.A.R) e tornou-se o maior polo de empreendedorismo tecnológico do estado, se não do país.

Milena Boniolo é Química e concentra suas pesquisas na descontaminação de águas. Em 2006, ganhou o Prêmio Jovem Cientista do CNPq por um estudo que propôs uma solução simples e barata para limpar metais pesados da água: o uso da casca de banana. As bananas são cortadas em pedaços pequenos, expostas ao sol e depois batidas e passadas em peneiras. O pó obtido limpa íons de urânio, e outros metais pesados, da água. O processo ainda ajuda a resolver um problema de lixo orgânico: de 20% a 40% das seis milhões de toneladas de banana produzidas por ano no país é desperdiçada. Atualmente, Milena estuda a contaminação por medicamentos de uso humano e veterinário na Bacia Hidrográfica do Rio Jundiaí, São Paulo, onde a escassez de água vem sendo um empecilho à atividades econômicas. Esse tipo de contaminante não é monitorado pelos programas nacionais.

Augusto de Franco é Escritor, Consultor e um dos netweavers da Escola-de-Redes, uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving. Carioca, intelectual e militante na época da ditadura militar, envolveu-se com projetos de ação social. Trabalhou com Betinho e Ruth Cardoso. Autor de 20 livros, como “Capital Social”, “Por que precisamos de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável”, “Alfabetização Democrática”, “Escola de Redes: Novas Visões” e “Escola de Redes: Tudo que é sustentável tem o padrão de rede”. Mais sobre o escritor em seu site.