TEDxSP
Busk
São Paulo, Brasil
4 de Fevereiro de 2012
Como colaborar

No momento da apresentação no TEDx SP, a jornalista Roberta Faria estava tão emocionada que mal conseguia falar depois de descer do palco. Nem ela, nem o público. A história dela não só surpreendeu como também provocou questionamentos expressos nos olhares de cada participante. Parecia que cada pessoa da plateia pensava: “Eu também posso fazer, eu consigo”, bem no espírito do TED.
A história da Sorria, revista criada pela editora Mol, é um perfeito exemplo de que boas ideias podem e devem ser realizadas. “Elas dão trabalho, exigem esforço e criatividade”, afirma a jornalista e empreendedora que faz questão de estar sempre envolvida naquilo que gosta. “Preciso fazer coisas em que acredito”. E foi acreditando que criou a Editora Mol, responsável pela revista Sorria cuja a história você pode conferir no vídeo abaixo.
Post colaborativo de Bruno Fernandes *
Durante o TEDxSP eu tive a oportunidade de realizar um ensaio fotográfico com os palestrantes, que aconteceu num cantinho no lado de fora do teatro, logo atrás do camarim. Assim que eles acabavam suas apresentações, eu os encontrava e durante nem cinco minutos criávamos as peças dessa montagem.
A ideia surgiu a partir de um jogo literário colaborativo surrealista, o cadavre exquis, no qual cada escritor participava da formação das frases, desconhecendo o que os outros acrescentavam. O nome veio da primeira frase criada nesse processo: “o cadaver requintado beberá o vinho novo”.
Ao trazê-la para um ensaio fotográfico, vi o quanto era bem legal o caráter cubista do resultado, com várias facetas do mesmo objeto apresentadas ao mesmo tempo. Decidi então montar um tríptico, onde a soma das partes formaria um retrato de corpo inteiro da pessoa, por diferentes perspectivas.
Eu gosto de pensar na presença do conceito colaborativo do projeto surrealista neste ensaio, já que o resultado deste jogo depende muito da participação do personagem envolvido. Quanto mais nos envolvemos, mais bacana é o retrato.
Lá atras, eu não pude acompanhar as palestras. Eu também não conhecia o TED de outros carnavais. Mas pude entender, sentir e ser contagiado pelo que move toda essa gente – desde o preenchimento de um questionário que por si só já diz muita coisa. Ainda pude sentir a paixão e o entusiasmo dos palestrantes quando eles saíam do palco e paravam de frente pra mim, acreditando na minha proposta. A energia ali é indescritível.
Por fim, gosto de pensar no quanto esta ideia de colaboração e diversidade de perspectivas, de olhares, formando um todo é também o que o TEDxSP trouxe para todos os que participaram do encontro. E como hoje continua se espalhando seja pelos videos, seja por esse blog.
Confiram!
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* Bruno Fernandes é fotógrafo, com os dois pés cravados no retrato. Um braço esticado para cinema e outro para as paisagens urbanas. No mais, reserva o jogo de cintura às boas surpresas que sempre surgem. www.bfernandes.com/blog
26 de janeiro de 2010
Não é novidade para ninguém que há diversas regiões do mundo com dificuldades para obter água potável. Na Arábia Saudita, por exemplo, não há água mesmo. Já o Brasil não sofre desse problema, mesmo na região do semi-árido, existe água, pois existe chuva. Além disso, é no Brasil que temos o maior aquífero do mundo, o Guarani. A questão que Danilo Mendes apresentou no TEDx SP foi como distribuir a água usando a tecnologia, sendo que o entre os diversos problemas identificado foi a questão da não-distribuição. A ideia foi produzir água.
Não só pensou, como também aplicou. E inventou uma máquina que produz água. Quer saber como? Veja o vídeo em que Danilo apresenta a máquina no TEDx SP.
18 de janeiro de 2010
Vitor Araújo tem 20 anos de estrada, não profissionalmente, mas de vida. De profissão são dez, e quatro como profissional e promessa do piano erudito no país. Uma trajetória que quantitativamente pode ser curta, mas que já chama atenção.
Seu grande desafio faz parte de sua maior determinação: misturar a música erudita a música popular, como fez no TEDx SP. Tudo isso, com o intuito de quebrar o preconceito de que a música erudita é difícil.
Um exemplo, não necessariamente pela idade, mas pela dedicação e entusiasmo que são notados em seus olhos quando está no palco.
12 de janeiro de 2010
Como já devem saber, o TEDx SP explorou a pergunta: “O que o Brasil tem a oferecer para o mundo agora?”. Para o jornalista Denis Russo Burgieman, o primeiro palestrante do evento, o Brasil tem uma matéria-prima abundante: problemas. Isso mesmo. Segundo ele, problemas são o “combustível de uma comunidade criativa”. E temos “uma vantagem competitiva imensa por causa da qualidade dos problemas que a gente tem aqui”.
Para explicar sua afirmação ele trouxe como exemplo a seca do Nordeste, um problema que parece insolúvel e eterno mas que pode ter soluções simples. Denis então convidou o público para ir lá fora procurar por problemas – você não vai encontrá-los simplesmente navegando na internet.