São Paulo, Brasil
29 de Julho de 2010
Como colaborar

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15 de dezembro de 2009

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As duas caras do Brasil

Post colaborativo de Eduardo Lemos Abade *

Estou incomodado. Tanto que resolvi escrever. Olha que não faço há bastante tempo. É um instinto incontrolável, uma vontade de dizer basta. Não somos dois Brasis – o deles é uma “merda” e o nosso é bom.

Na verdade, é apenas um Brasil, e este não é tão bom assim. Se vocês que tanto tem quisessem compartilhar ao menos o mesmo lugar. Mas não, preferem pensar que são melhores, e de cara informo – não são.

O Brasil que tanto criticam existe porque muitos de vocês se fecham na redoma e esquecem de colaborar com o que podem. Não precisamos de esmolas, mas de integração, união, precisamos nos reunir como um só corpo, um só espírito livre, uma só identidade. A identidade brasileira.

Não precisamos a todo instante sermos dois Brasis, isto não é bom. Vamos reunir, resgatar valores. Construir. Um só Brasil pode estudar, ter acesso a saúde, desenvolver seu potencial, não é necessário a todo instante subjugar o mundo alheio. É hora de nos identificarmos com os outros brasileiros, pelo que somos – não nos escondermos no discurso de que seu Brasil é bom e o deles uma “merda”.

Em menos de duas semanas escutei a mesma frase proferidas por pessoas de círculos distintos e que poderiam ajudar a pensar um Brasil diferente, mas que preferem se manter isoladas na redoma de cristal, sendo brasileiro, sem querer ser. E, quando é, é de um Brasil diferente.

Então, é hora de resgatarmos a nossa identidade de sermos, não apenas termos, e quando somos, SOMOS todos brasileiros, pobre, rico, branco ou preto, além de outras variações.

Pensem! É hora de sermos o Brasil.

____________________________________

Eduardo Lemos

* Eduardo Lemos Abade é membro da comunidade TED internacional. Advogado para incentivos tecnológicos, é sócio do Lopes&Lemos Advocacia e Consultoria. Criou o movimento GSTBrasil (globalização, solidariedade e tecnologia) por um mundo melhor.

15 de dezembro de 2009

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Flávio Deslandes: Bambucicleta

Ele entrou no palco um pouco tímido, com um sorriso para baixo mas logo o designer carioca Flávio Deslandes se soltou para compartilhar com o público do TEDx SP sua invenção. Ele projetou e idealizou a bicicleta feita de bambu. Na verdade ele criou mais de dez tipos de bicicletas com bambu nativos do Brasil movido pelo ideal de criar um instrumento que reforçasse a relação harmoniosa entre a bicicleta e a cidade.

Radicado na Dinarmarca em 2000, Flávio desenvolveu uma bicicleta para a marca Biomega e  a submeteu a um teste de resistência, no qual a bicicleta é submetida a uma força cada vez maior, até quebrar. A máquina que fazia o teste quebrou antes da bicicleta. Sinal de trabalho, dedicação e pesquisa sobre a ideia. No processo, o designer chegou a criar máquinas e ferramentas especiais para se trabalhar o material. Segundo ele “é necessário enxergar as riquezas do Brasil e trabalhar com elas, pois temos muita gente criativa com uma mão de obra excelente”.

O interessante é ver que efetivamente a força de vontade e empenho tranformam ideias em algo concreto, como é o caso da bicicleta de bambu.

8 de dezembro de 2009

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Fernanda Viégas: Revolução visual

Revolução de dados, mais e mais, sempre e sem parar. Organizar todas informações disponibilizadas atualmente para um melhor entendimento de nossa sociedade não é tarefa fácil. Seja para contabilizar dados do transporte público ou mesmo para entender uma novela. Foi isso que Fernanda Viégas fez utilizando o recurso de data visualization (visualização de dados).

Ela é designer computacional e apresentou o site Many Eyes para o público do TEDx SP. O site tem como intenção transformar estatísticas complicadas em gráficos visualmente fáceis de entender. “É muito difícil quando as informações são dadas em planilhas em quantidades esmagadoras de dados” confirma Fernanda.

Assim surgiu o Many Eyes. Lá qualquer pessoa pode inserir os dados que o site transforma em gráficos em que só de bater o olho é possível entender. Como dito antes, até mesmo uma novela. A exemplificação arrancou gargalhadas do público que viu que poderia acompanhar a novela facilmente, sem mesmo assisti-la.

Fernanda Viégas mostra esse projeto que se identifica com a proposta do TEDx SP: compartilhar
ideias, possibilidades e fomentar caminhos que indiquem um mundo harmônico. E faz isso tudo,
nos fazendo rir.

http://www.tedxsaopaulo.com.br

4 de dezembro de 2009

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É conversando que a gente se entende

Post colaborativo de Rodrigo Vieira da Cunha *

Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece. Recebi certo dia o link de uma palestra do Wade Davis, da revista National Geographic. Dizia minha amiga que enviou que era parte de um tal de TED, “um site com um monte de palestras legais”. Sem dúvidas, mas ao começar a navegar, vi que aquilo fazia parte de algo muito maior: um espaço de disseminação de ideias, de gente com pensamentos diferentes, inéditos, perturbadores, provocadores, despidos, grandiosos, simples, complexos e, essencialmente, inspiradores. Escritores, cientistas, poetas, músicos, engenheiros, esportistas, artistas, políticos etc. São doses de 18 minutos a serviço da inteligência coletiva. Sempre que acesso o TED lembro do Aleph de Jorge Luís Borges. É como se eu pudesse ver pela janela do monitor a essência do conhecimento humano.

O TED é uma fonte de inspiração que ganha força na imensa diversidade que lá orbita. Os TED Talks são falas que viram conversas. Já ouvi de gente que vê uma palestra por dia para puxar assunto, para ter o que falar, para conversar. É impossível ver um TED Talk e ficar sem comentar com alguém. Você é obrigado a falar do que viu. É como se as palestras disparassem o gatilho do preciso-contar. Não por acaso, o slogan é Ideas Worth Spreading. Ideias que merecem ser espalhadas. Via conversa, camarada… é o melhor jeito de compartilhar.

Lembrei da minha avó. Ela apartava as brigas entre os netos dizendo para a gente conversar. “Por que é conversando que a gente se entende”. Pessoas ganham prêmios Nobel da Paz porque aproximam pessoas que sozinhas não conseguem conversar. Kofi Annan, Jimmy Carter, Nelson Mandela, Mikhail Gorbachev são exemplo bem representativos.

Todos esses líderes ao apoiar o diálogo viabilizavam a convivência da diversidade. Além da questão de gênero, raça, cor, opção sexual, diversidade significa tolerância. Ouvi reclamações ao final do TEDxSP de que tinha gente ali que não deveria ter sido convidada a falar, que não tinha nada a ver, que era muito esotérico etc. O que vi foi algo diferente: uma diversidade de ideias sem fronteiras. Uma das frases que mais me chamou a atenção no TEDxSP foi de Carlos Buby, o palestrante mais improvável do sábado. Ele disse: “Posso não acreditar em uma palavra do que você diz, mas lutarei com todas minhas forças para que você expressá-la.”

Meu chefe costuma dizer: “Como são inteligentes aqueles que pensam igual a mim”, para ironicamente lembrar que é difícil aceitar ideias “contrárias”. Ora, são ideias contrárias que constroem o mundo. A contrariedade é o mote da inovação. Ninguém que está satisfeito com o que vê pensa em mudar as coisas. Inovação é fazer diferente. Qualquer consultor em criatividade, redator publicitário ou inventor sabe que precisa de referências diferentes, fora da rotina, para ter ideias novas, criativas, ou transformadoras.

E para isso, é preciso conversar. Conversar é buscar a razão onde não se encontra. Casais conversam para se acertar, empreendedores para fazer negócios, políticos para governar, crianças para simular e entender o mundo que estão conhecendo, inimigos para fazer as pazes, jornalistas para publicar histórias etc.

A inspiração para esse post veio na palestra de Kofi Annan, que esteve no Brasil na semana passada, comentando sobre um dos diálogos mais controversos dos últimos tempos. Perguntaram a ele o que achava da vinda de Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, ao Brasil. Ahmadinejad é criticado por negar o Holocausto, entre outras posições absurdas ou polêmicas. É quase um pária internacional. E tem um programa nuclear que amedronta a todos. Sob esse ponto de vista, Lula está certo. É mais racional falar com um cara como Ahmadinejad do que deixá-lo falando sozinho. Falar sozinho, a história mostra, cria gente com Adolf Hitler, Mao Tsé-Tung, Kim Jong-Il, Saddam Hussein, a lista é longa…

Annan, não à toa Prêmio Nobel da Paz, fez valer o título em uma frase. E nem precisou defender Ahmadinejad, bastou explicar: “Para buscar a paz, há de se buscar o diálogo com os inimigos. Se o diálogo for só entre os aliados, não vai resolver.” Ou seja, já dizia a minha avó: É conversando que a gente se entende. Não acredita? Pois então, veja abaixo como a falta de conversa é capaz de emburrecer as pessoas. Macacos são 99% idênticos a humanos, mas têm uma desvantagem: eles não sabem conversar.

Agora, a pergunta: se você fosse Lula, aceitaria conversar com Ahmadinejad como ele propôs, ou diria que não, que ele não poderia vir até aqui, na sua casa?

____________________________________

Rodrigo Vieira

* Rodrigo Vieira da Cunha tem 33 anos, é gaúcho, casado, surfista e pai de 2 filhos. É assessor de comunicação e reputação da presidência do Grupo Santander do Brasil. É jornalista, passou pelas redações das revistas Veja, Você S/A e pelo jornal Zero Hora. Venceu o Prêmio de Excelência Jornalística Citibank e Prêmio Fiat Allis de Jornalismo Econômico. É autor do livro Como Fazer uma Empresa Dar Certo em um País Incerto, publicado pelo Instituto Empreender Endeavor, escolhido pela revista Exame como um dos dez melhores livros de economia no mundo em 2005.

4 de dezembro de 2009

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Como colaborar

A participação no blog colaborativo do TEDxSP é livre e aberta a quem achar que tem algo a dizer que seja importante, inspirador, inovador, transformador, mobilizador.

As colaborações não serão remuneradas e o conteúdo do blog é aberto, porque ideias precisam se espalhar.

Os posts devem ter no máximo 4.000 caracteres de texto ou 4 minutos de vídeo ou áudio, mas colaborações menores são muito bem vindas. Mapas, ilustrações, fotos, infográficos, e outras plataformas que possam contribuir para o blog serão incentivadas.

O material deve ser acompanhado de uma foto sua bem legal, com 600 X 400 pixels, e de uma brevíssima ficha biográfica de duas ou três linhas.

Queremos que os posts sejam como uma palestra do TED – portanto pedimos que você prepare algo especial para a gente.

Pedimos também que você observe os Mandamentos do TED:

I.
Sonhe alto. Empenhe-se para criar o melhor post que você já fez. Mostre algo nunca antes visto. Faça algo que a audiência lembrará eternamente. Compartilhe uma ideia que possa mudar o mundo.
II.
Mostre o verdadeiro você. Compartilhe suas paixões, seus sonhos… e também seus medos. Não se importe em ser vulnerável. Fale sobre fracasso, assim como sucesso.
III.
Faça o complexo ser simples. Não tente expôr toda sua intelectualidade. Não se perca em abstrações. Explique! Dê exemplos. Conte histórias. Seja específico.
IV.
Estabeleça uma conexão emocional com a audiência.
V.
Não infle seu ego. Não conte vantagem.
VI.
Não faça jabá. A não ser que tenhamos solicitado, não fale sobre sua empresa ou organização. E não pense, de jeito nenhum, em oferecer seus produtos e serviços ou pedir ajuda financeira.
VII.
Sinta-se a vontade para comentar sobre outros posts ou palestras, para elogiar ou criticar. Discussão é algo animador! Outro ponto de vista pode ser poderoso!

Haverá um limite de um post por dia, cinco por semana. Isso significa que nem todo o material enviado será necessariamente publicado. Iremos dar preferência para os posts que melhor representem o espírito expresso nos mandamentos acima e tentaremos buscar diversidade de abordagens, temas e pessoas.

Iremos também fazer sugestões de mudanças, com o objetivo de conseguir mais clareza, mais impacto e também corrigir eventuais erros de informação. Obviamente, você pode ficar à vontade para recusar nossas sugestões. Só queremos ajudar, não controlar o que será dito.

Se você quiser conversar conosco sobre a sua ideia antes de enviar o post pronto, sinta-se à vontade. Teremos prazer em comentar.

Escreva para: blog@tedxsaopaulo.com.br

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