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29 de Julho de 2010
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Twitts sobre o TEDxSP










26 de janeiro de 2010

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Danilo Mendes: Como solucionar o problema da água?

Não é novidade para ninguém que há diversas regiões do mundo com dificuldades para obter água potável. Na Arábia Saudita, por exemplo, não há água mesmo. Já o Brasil não sofre desse problema, mesmo na região do semi-árido, existe água, pois existe chuva. Além disso, é no Brasil que temos o maior aquífero do mundo, o Guarani. A questão que Danilo Mendes apresentou no TEDx SP foi como distribuir a água usando a tecnologia, sendo que o entre os diversos problemas identificado foi a questão da não-distribuição. A ideia foi produzir água.

Não só pensou, como também aplicou. E inventou uma máquina que produz água. Quer saber como? Veja o vídeo em que Danilo apresenta a máquina no TEDx SP.

18 de janeiro de 2010

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Pianista de All Star

Vitor Araújo tem 20 anos de estrada, não profissionalmente, mas de vida. De profissão são dez, e quatro como profissional e promessa do piano erudito no país. Uma trajetória que quantitativamente pode ser curta, mas que já chama atenção.

Seu grande desafio faz parte de sua maior determinação: misturar a música erudita a música popular, como fez no TEDx SP. Tudo isso, com o intuito de quebrar o preconceito de que a música erudita é difícil.

Um exemplo, não necessariamente pela idade, mas pela dedicação e entusiasmo que são notados em seus olhos quando está no palco.

12 de janeiro de 2010

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Denis Russo

Como já devem saber, o TEDx SP explorou a pergunta: “O que o Brasil tem a oferecer para o mundo agora?”. Para o jornalista Denis Russo Burgieman, o primeiro palestrante do evento, o Brasil tem uma matéria-prima abundante: problemas. Isso mesmo. Segundo ele, problemas são o “combustível de uma comunidade criativa”. E temos “uma vantagem competitiva imensa por causa da qualidade dos problemas que a gente tem aqui”.

Para explicar sua afirmação ele trouxe como exemplo a seca do Nordeste, um problema que parece insolúvel e eterno mas que pode ter soluções simples. Denis então convidou o público para ir lá fora procurar por problemas – você não vai encontrá-los simplesmente navegando na internet.

22 de dezembro de 2009

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Thalma de Freitas: Amor Imenso

Para expressar tudo aquilo que o Brasil tem de melhor, Thalma de Freitas resolveu cantar o amor, “não um amor romântico, mas um amor metafísico … empírico”, segundo ela. As belas vozes cantaram a canção “Amor Imenso”.

Vozes porque junto com a cantora se apresentam Iara Reno, Tatiana Parra, Dani Gurgel, Luzmarina Espíndola, Anelis Assumpção, Flávia Maia e Patrícia Ribeiro. Thalma é filha do compositor e maestro Laércio de Freitas e desde 1992 sobe as palcos para se apresentar em musicais. Além disso, a moça é atriz e já participou de filmes como “O Xangô de Baker Street” e “Filhas do Vento”.

Segundo o apresentador do TEDx SP, Hélder Araujo, “Thalma entendeu tão bem o conceito do TED de compartilhar ideias, que convidou mais sete amigas para cantarem”. O resultado você vê no vídeo abaixo.

O que faz você parar para olhar?

Post colaborativo de Andre Gravatá *

Eu passei algumas horas andando pela cidade de São Paulo com um nariz postiço. Não um simples nariz postiço, mas sim um daqueles batatões acoplado a uns óculos de aro preto e sem lentes.

Por incrível que pareça, enquanto eu estava com o nariz, parecia que haviam ligado holofotes na minha direção, ou mesmo que a bola do jogo estava comigo, porque praticamente todo mundo que passava ficava me olhando com uma expressão ora inquisidora, ora debochada. As pessoas riam, exclamavam: “é cada figura!”, um grupinho chegou a gritar: “nooossa, velho!”, e eu seguia passo a passo, impassível, sério. Houve um cara capaz de entrar num prédio e chamar mais gente para me observar. E eu? Continuei sério, seguindo minha trilha sem itinerário.

E eu seguia meu rumo assim, sisudo, porque a ideia de andar com esse nariz pelas ruas foi para discutir a percepção das pessoas. O que faz alguém parar uma conversa ou mudar de assunto e comentar algo que está observando? No célebre poema “O bicho”, do pernambucano Manuel Bandeira, dá para perceber que um homem fuçando o lixo fazia o poeta parar para olhar. Muito infelizmente, o simples fato de eu usar um nariz postiço chamou mais atenção do que os vários mendigos largados nas ruas que percorri.

Quem me deu a ideia de usar o tal nariz foi Luis Fernando Veríssimo. No conto “O nariz”, ele narra a história de um dentista que perdeu os clientes, a família e os amigos só porque comprou uns óculos com nariz postiço e encanou de não mais parar de usá-los. As pessoas davam mais atenção para o nariz de mentira do que para todo o passado do pai-esposo-dentista – claro que é ficção, no entanto, a percepção das pessoas tem dessas coisas.

Há uma semana, estava caminhando pela Avenida Paulista (desta vez sem nariz postiço) e vi, na frente de um prédio, vários vasos enormes, meio baixos e sem plantas, que na verdade pareciam lixeiras – principalmente porque continham bastante lixo. Conversei com o cara que estava varrendo dentro dos vasos para perguntar se eles iriam receber plantas ou seriam grandes depositários de bitucas. Ele me disse que logo colocariam terra e plantas, e enquanto isso as pessoas insistiam em não parar de jogar lixo. Praticamente não havia bitucas de cigarro no chão, só nos vasos enormes, como se as pessoas não vissem a lixeira menor ao lado.

Talvez em Itu, aquela cidade do interior de São Paulo conhecida por fazer tudo em tamanho super size, as pessoas abarquem mais coisas com os olhos. Só que tamanho não é o bastante, porque ele nem é documento nem suporta a banalização. Digo isso porque os mendigos ou o lixo nas calçadas passam despercebidos sobretudo por terem se tornado comuns.

Quase todo mundo se adapta muito rápido a determinadas coisas. Bagunça, por exemplo. Se a sua casa é bagunçada, chega um momento no qual você não está mais ligando para os livros embaralhados, meias debaixo da cama, pedaços de pizza esquecidos em cima da estante… Se o hábito faz o monge, o costume faz o acomodado.

Só falei tanto da questão da percepção porque é preciso perceber o que está acontecendo para prosseguir ao próximo passo, que é agir em relação ao que se percebeu. Ainda enquanto eu estava com o nariz postiço, esperando o sinal verde para atravessar a faixa de pedestres, uma mulher ao meu lado dava a impressão de estar prestes a falar alguma coisa para mim, só que o sinal da faixa abriu e ela acabou seguindo sem dizer nada. Se eu tivesse ficado mais tempo com o nariz, entrado em lojas, lanchonetes, enfim, duvido que não aparecesse alguém para puxar assunto comigo, questionar o postiço. Quanto mais gente percebe algo, mais gente se aproxima desse algo, mais pessoas surgem para pensar em como transformá-lo.

Quem sabe o começo da solução seja colocar narizes postiços nos mendigos, nas lixeiras, nos buracos das ruas e eventualmente, por ser mais difícil, na poluição. Daí mais pessoas podem perceber o que está despercebido e seguir, por exemplo, o conselho que a escritora Becky Blanton deixou ao final da sua palestra no TED.

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andregravata* André Gravatá tem 19 anos, é estudante de jornalismo, aspirante a escritor, estagiário, blogueiro nas horas vagas e voluntário nas horas não vagas.

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