TEDxSP
Busk
São Paulo, Brasil
29 de Julho de 2010
Como colaborar

2 de março de 2010
“Importa sim como você constrói o seu resultado”. Foi pensando nessa fala que o bancário Fábio Barbosa começou a questionar os empréstimos que seu banco fazia a empresas que causavam danos ao meio ambiente.
Afinal, para qualquer atividade que realizamos os meios de interação devem ser avaliados. Se essa interação for predatória, estaremos comprometendo nossa sociedade, o nosso bem estar.
E acredite, isso é problema seu também. Afinal melhorar a sociedade em que vivemos é algo que deve preocupar a todo individuo. É nessa linha que o bancário Fábio Barbosa trilhou seu discurso como palestrante do TEDx SP, como ele mesmo disse: “O Brasil será aquilo que nós fizermos”.
Nenhuma palavra foi dita por Rannieri Oliveira quando subiu ao palco do TEDxSP, foi por meio da música que ele encantou toda a plateia. Por alguns minutos o auditório inundou-se com a música dele, cada toque no teclado do piano aguçava mais os olhares, que mesmo depois de um dia inteiro de palestras, ainda conseguiam absorver a beleza do som.
O que ele fez foi compartilhar sua música que tem influências do folclore brasileiro nordestino com todos os presentes. Rannieri já passou por festivais de jazz na Alemanha, Milão, Suiça, França e Portugal. E agora você vê a apresentação dele no TEDxSP.
A atriz Regina Casé subiu no palco do TEDx SP para falar sobre a diferença. Para ela, os considerados diferentes cultura e socialmente, podem ser tão bons quanto os estabelecidos como tradicionais. A atriz contou sobre a produção musical das periferias de cidades do Brasil, com o funk carioca e o forró eletrônico, e também de manifestações culturais em outros países como México, França e Angola. No projeto “Minhas Periferia é o Mundo”, Regina mostra que o diferente, ou independente, também produz ideias que merecem ser compartilhadas. E mais que isso, merecem ser legitimadas como projetos de sucesso que geram renda e qualidade de vida para as pessoas. E como não poderia deixar de ser, todo seu discurso foi recheado de bom humor, provocando risos e gargalhadas da platéia.
No momento da apresentação no TEDx SP, a jornalista Roberta Faria estava tão emocionada que mal conseguia falar depois de descer do palco. Nem ela, nem o público. A história dela não só surpreendeu como também provocou questionamentos expressos nos olhares de cada participante. Parecia que cada pessoa da plateia pensava: “Eu também posso fazer, eu consigo”, bem no espírito do TED.
A história da Sorria, revista criada pela editora Mol, é um perfeito exemplo de que boas ideias podem e devem ser realizadas. “Elas dão trabalho, exigem esforço e criatividade”, afirma a jornalista e empreendedora que faz questão de estar sempre envolvida naquilo que gosta. “Preciso fazer coisas em que acredito”. E foi acreditando que criou a Editora Mol, responsável pela revista Sorria cuja a história você pode conferir no vídeo abaixo.
Post colaborativo de Bruno Fernandes *
Durante o TEDxSP eu tive a oportunidade de realizar um ensaio fotográfico com os palestrantes, que aconteceu num cantinho no lado de fora do teatro, logo atrás do camarim. Assim que eles acabavam suas apresentações, eu os encontrava e durante nem cinco minutos criávamos as peças dessa montagem.
A ideia surgiu a partir de um jogo literário colaborativo surrealista, o cadavre exquis, no qual cada escritor participava da formação das frases, desconhecendo o que os outros acrescentavam. O nome veio da primeira frase criada nesse processo: “o cadaver requintado beberá o vinho novo”.
Ao trazê-la para um ensaio fotográfico, vi o quanto era bem legal o caráter cubista do resultado, com várias facetas do mesmo objeto apresentadas ao mesmo tempo. Decidi então montar um tríptico, onde a soma das partes formaria um retrato de corpo inteiro da pessoa, por diferentes perspectivas.
Eu gosto de pensar na presença do conceito colaborativo do projeto surrealista neste ensaio, já que o resultado deste jogo depende muito da participação do personagem envolvido. Quanto mais nos envolvemos, mais bacana é o retrato.
Lá atras, eu não pude acompanhar as palestras. Eu também não conhecia o TED de outros carnavais. Mas pude entender, sentir e ser contagiado pelo que move toda essa gente – desde o preenchimento de um questionário que por si só já diz muita coisa. Ainda pude sentir a paixão e o entusiasmo dos palestrantes quando eles saíam do palco e paravam de frente pra mim, acreditando na minha proposta. A energia ali é indescritível.
Por fim, gosto de pensar no quanto esta ideia de colaboração e diversidade de perspectivas, de olhares, formando um todo é também o que o TEDxSP trouxe para todos os que participaram do encontro. E como hoje continua se espalhando seja pelos videos, seja por esse blog.
Confiram!
Your browser does not support iframes.
____________________________________

* Bruno Fernandes é fotógrafo, com os dois pés cravados no retrato. Um braço esticado para cinema e outro para as paisagens urbanas. No mais, reserva o jogo de cintura às boas surpresas que sempre surgem. www.bfernandes.com/blog